Dedos cortados, quebrados, sunga rasgada: veja os imprevistos de Cielo Nadador diz que adrenalina não o deixa sentir as dores e os possíveis problemas que podem surgir antes da disputa de uma prova

10:38 Unknown 0 Comentarios



Os dois dedos da mão direita não foram maltratados desta vez. Ganharam um descansinho depois de serem raspados no bloco de partida por dois dias seguidos, durante o Troféu José Finkel. Cesar Cielo preferiu não abrir o revezamento 4x50m livre – que conquistou o ouro - exatamente para poupá-los. Não que as dores tenham incomodado. Até porque, como ele mesmo diz, a adrenalina não o deixa sentir nada na hora da prova. Nem mesmo o rosto ou as mãos. Foi assim no Mundial de Xangai. Nem os beliscões faziam efeito. Teve a sensação de ter nadado os 50m borboleta de mãos fechadas.
cesar cielo natação troféu josé finkel (Foto: Satiro Sodré / AGIF)Cielo observa o dedo cortado no José Finkel (Foto: Satiro Sodré / AGIF)
Pior mesmo foi ter nadado com os polegares quebrados no GP de Ohio, em 2008. No auge do uso dos trajes tecnológicos, enroscou os dedos ao tentar vestir o apertado maiô e resolveu disputar a prova mesmo assim. Esqueceu o problema e agarrou a sua medalha.

Não foram poucas as vezes que teve lidar com uma situação inusitada sem perder o foco. A sunga já rasgou, o cadarço dela já fugiu, a touca caiu, os óculos quebraram e nada conseguiu parar Cielo. Sem contar os pontos na canela, a unha machucada ou o joelho que teima em doer nos últimos 5 anos.
 
- Faço de tudo para que nenhum imprevisto aconteça antes da prova. Para que tudo caminhe certinho porque isso me atrapalha mais do que a pressão externa. Mas é complicado. Nem sempre dá para controlar. Já cansei também de nadar com lesões por excesso de treino e na hora nada dói. Mas depois que termina, você sobe a escada todo tortinho. E até pisar numa pedrinha dói. Ainda mais perto de Olimpíada – ri.

O sol também costuma ser um vilão para o nadador quando compete em piscinas sem cobertura, como a do Minas. Apesar de caprichar no protetor solar, nem sempre consegue evitar os efeitos da exposição.

- Já tive que nadar com as costas ardidas, não teve jeito. Aqui o sol está forte, passo protetor só no corpo. No rosto pode fazer a touca escorregar e os óculos não aderem bem. Mas tudo bem. Estou precisando ficar da cor do pecado, né?- diverte-se.

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